domingo, 21 de março de 2010
Ao amigo
Falar da barreira entre a vida e a morte é sempre uma coisa complicada. A palavra mais adequada é egoísmo. Pode parecer estranho, mas ironicamente é. Todo ser que é realmente humano, é egoísta. É egoísta por não saber viver sem algumas pessoas, e em uma hora tão delicada a primeira coisa que nos passa pela nossa cabeça( sim pela nossa porque também sou humana), é a ausência . Ausência do físico, da carne. Todo o sentimento que cultivamos é meio deixado de lado e passamos a imaginar uma vida sem a pessoa. E se o ser era tão querido a carne fará falta. Depois de uma semana é que consegui exteriorizar e escrever aqui sobre o que aconteceu. E por mais dolorosa e saudosa(de saudade) que seja, a imagem de um jovem de vinte e um anos, com muita sede de vida, que não deixava passar nada, nem ninguém é a que fica na nossa cabeça. Talvez a imagem vá se deteriorando, e os detalhes não sejam tão nítidos. Mas, mesmo clichê, o simples "oi" ou aquele abraço, ou mesmo o olhar vai ficar conosco. Se fizemos alguma diferença em sua vida, acredita que você fez TODA a diferença na nossa. Vá em paz e encontre mais pessoas para você infectar com sua alegria.
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