“ Afinal, somos seres humanos, nascemos cheios de culpa, ficamos com medo quando a felicidade se transforma em algo possível, e morremos querendo castigar os outros porque sempre nos sentimos impotentes, injustiçados, infelizes. Pagar seus pecados, e poder castigar os pecadores. "

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

As redes (não) sociais

A invenção de bloquear recados e informações nas redes sociais virou mania. As pessoas criam conta nesses sites e bloqueam para só os amigos saberem sobre você. É uma simples forma de criar um novo personagem, a cada dia. Para cada amigo, flerte ou mero conhecido a pessoa se transforma naquilo que (acha) proporcionar a satisfação do desejado. Como se pudéssemos conter nossos defeitos e ratificar nossas qualidades com um simples: "quem sou eu". As fotos bloqueadas tentam afastar visitas indesejadas na nossa 'intimidade', ok! Está perdoada. Mas sinceramente não consigo entender esse medo geral possuído pela sociedade ligada à tecnologia de se esconderem. Assim como o nome já diz, as redes sociais surgiram para que pessoas, sem limite territorial, possam se comunicar, saber umas das outras e trocarem idéias. Não existe para você sair com seu namorado em um sábado a noite, tirar uma foto e postá-la do seu BlackBerry. Isso é apenas uma forma de tornar esses sites mais interativos e interessantes. Pensem nisso!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Do outro lado da rua

6 a.m. Corro para não me atrasar, vou andando na rua. Rotina cansável e desgastante. Tudo a mesma coisa. O jornaleiro dá um "oi" animado, eu respondo com um bocejo. O padeiro mostra um sorriso de canto e eu pego um pedaço do pão fesquinho. O trocador até já me conhece e sem muita criatividade comentamos, mais uma vez, que o trânsito está horrível. E amanhã é.. apenas amanhã. Dessa vez mudei, quis mudar. Atravessei a rua, não reconheci ninguém. Estranha, me senti uma estranha. Mas gostei. Os prédios são diferentes, tem até cachorro de outras raças do lado de cá. Ninguém me desejou um bom dia, me encaravam agora. Que sensação! Às vezes quando nos sentimos acurralados, sem oportunidade de fazer diferente, tente atravessar a rua. Nem tudo é tão igual. Aliás se você quiser tudo pode ser diferente todos os dias. Saia mais cedo, olhe para as árvores que tem na sua rua, e enxergue que a mudança está dentro de você. Em vez de choramingar ou de cobrar outros alguens, atravesse a rua. Quem sabe você esbarra em uma notória e simples esquina, ou não.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Um mundo ideal?

Seu celular sempre desperta na hora certa, você sai de casa e o elevador já está parado na sua porta e assim que chega ao ponto, seu ônibus passa, deixando o último lugar que resta para você sentar-se. Seu marido sempre é romântico e lembra todo mês do aniversário de vocês. Ele nunca está estressado por seu time ter perdido ou por não concordar com seu chefe e por isso sempre está disposto a te ouvir, comentando as recém cores de esmalte que chegaram no salão. Vivemos imaginando uma vida ideal, na qual as coisas foram feitas para satisfazer os seus desejos, como se não existisse mais ninguém no mundo. Aliás, até existem pessoas nesse sonho, mas eles são súditos seus. Quando seu celular descarrega no meio da noite, ou o elevador passa direto pelo seu andar e seu marido esquece de te trazer flores no aniversário o mundo entra em desordem. Você entra em caos com os acontecimentos e as pessoas ao seu redor acabam levando a culpa. Existindo aleatoridade,Lei de Murphy, ou ambos, o nosso mundo ideal está repleto de maus atores, diretores desligados, cenários mal-acabados e figurinos impróprios. A mágica está na disposição de cada um em satisfazer o desejo de outra pessoa. Pense nisso!

domingo, 21 de março de 2010

Ao amigo

Falar da barreira entre a vida e a morte é sempre uma coisa complicada. A palavra mais adequada é egoísmo. Pode parecer estranho, mas ironicamente é. Todo ser que é realmente humano, é egoísta. É egoísta por não saber viver sem algumas pessoas, e em uma hora tão delicada a primeira coisa que nos passa pela nossa cabeça( sim pela nossa porque também sou humana), é a ausência . Ausência do físico, da carne. Todo o sentimento que cultivamos é meio deixado de lado e passamos a imaginar uma vida sem a pessoa. E se o ser era tão querido a carne fará falta. Depois de uma semana é que consegui exteriorizar e escrever aqui sobre o que aconteceu. E por mais dolorosa e saudosa(de saudade) que seja, a imagem de um jovem de vinte e um anos, com muita sede de vida, que não deixava passar nada, nem ninguém é a que fica na nossa cabeça. Talvez a imagem vá se deteriorando, e os detalhes não sejam tão nítidos. Mas, mesmo clichê, o simples "oi" ou aquele abraço, ou mesmo o olhar vai ficar conosco. Se fizemos alguma diferença em sua vida, acredita que você fez TODA a diferença na nossa. Vá em paz e encontre mais pessoas para você infectar com sua alegria.