terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Obscuro
Olha a lua, ela parece mais perto. Sua luz ilumina meu quarto escuro. Estou no escuro, já roí minhas unhas vermelhas. Me maquiei, meu olhar sobressalta. Meus olhos ardem. O sono vem, o calor não me deixa dormir. Não dá para ligar o ar, quero ver a lua. Ah a lua, tinha esquecido dela. Você a vê igual eu vejo? Ou vemos luas diferentes? A minha é cheia, cheia de alegria, luz e música. Tem um pouco de adrenalina também. Você sente isso? Vou passar a noite olhando para ela, passa também, talvez eu veja seu reflexo. O reflexo do que vivemos. Até que surgiu uma nuvem, a lua desapareceu, a luz ficou fraca até que o breu tomou conta de mim. Acendi o celular. Tinha uma ligação, mas não quis ver. Não to falando de metáforas. O eufemismo pode ser a maior hiperbóle das figuras. Depende de que lugar você vê a lua. Essa loucura toda me faz rir, eu sempre rio e isso não é novidade. No dia que me fizerem chorar, demonstra o quanto significava . Não significa mais, porque agora eu ri mais alto. Rio de deboche. Como já dizia Skank, me sinto só , me sinto tão, me sinto tão... meu !
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